Será Que os Preços Estão Indo em Direção à Uma Bolha?

As conversas sobre uma bolha imobiliária estão começando a surgir, já que os preços das casas estão valorizando em um ritmo muito rápido este ano. Isso é compreensível, uma vez que esta valorização está bem acima das médias anuais históricas. De acordo com a Federal Housing Finance Agency (FHFA), a valorização anual desde 1991 é em média de 3,8%. Aqui vão os últimos números de valorização de 2020 de três fontes confiáveis:

É muito fácil dizer que que a valorização das propriedades está fora de controle no mercado de hoje. No entanto, é preciso colocar esses números dentro de um contexto.

Inflação e o Retorno da Crise Imobiliária

Após a crise imobiliária entre 2007 e 2011, os valores das casas depreciaram drasticamente. Os preços ainda estão se recuperando desta longa queda, mas devemos levar em conta que a inflação normal também teve um certo impacto nos preços das propriedades.

Bill McBride, o fundador do respeitado blog Calculated Risk, resumiu recentemente desta forma:

“Já se passaram mais de quatorze anos desde o pico da bolha. No comunicado da Case-Shiller de hoje, o Índice Nacional ajustado sazonalmente, foi relatado como sendo 22,2% acima do pico da bolha anterior. No entanto, em termos reais (ajustados pela inflação), o Índice Nacional ainda está cerca de 2% abaixo do pico da bolha ... Por exemplo, se o preço de uma casa fosse $ 200.000 em janeiro de 2000, o preço seria próximo a $ 291.000 hoje ajustado pela inflação.”

O Impacto da COVID nos Preços das Casas

A pandemia fez com que muitas famílias reconsiderassem seu estilo de vida e sua casa atual. Muitos proprietários hoje preferem quintais maiores com mais verde e mais privacidade.

Suas necessidades dentro de casa também mudaram. As pessoas agora querem escritórios em casa, academias e salas de estar adequadas para videoconferências. Barbara Ballinger, escritora freelance e autora de vários livros sobre imóveis, escreveu recentemente:

“Embora os proprietários continuem a buscar espaços ao ar livre que ofereçam um refúgio seguro, essa vontade mudou para outras partes da casa, combinando conforto com funcionalidade. Em outras palavras, os proprietários querem amenidades para trabalho e lazer e planejam desfrutá-las muito depois da pandemia.”

Ao mesmo tempo, as preocupações com a pandemia fizeram com que muitos proprietários de casas adiassem seus planos de venda. Realtor.com acaba de lançar seu relatório mensal de tendências de mercado, no November issue of Monthly Housing Market Trends Report. Lá explica:

“No país inteiro, o estoque de casas à venda diminuiu 39,2% em relação ao ano passado em novembro ... Isso foi um total de 490.000 casas à venda a menos em comparação com novembro do ano passado.”

Tem mais gente comprando e menos gente vendendo, fazendo com que os preços das casas subissem. Porém, com uma vacina no horizonte, mais proprietários colocarão suas casas no mercado. Isso trará um equilíbrio melhor entre a oferta e a demanda, trazendo uma desaceleração na rápida valorização das propriedades.

É por isso que as principais organizações do setor imobiliário estão fazendo uma previsão de uma valorização mais moderada nas propriedades para o próximo ano. Aqui vão as mais recentes para 2021:

Não se Compara Com 2006

Enfim, é melhor deixar de lado estas preocupações, de que o cenário de hoje é algo parecido com a última bolha imobiliária. Lawrence Yun, Economista-chefe da National Association of Realtors (NAR), explica por que isso não é verdade e não se compara com 2006:

 “Esse frenesi de atividades, que lembra 2006, levanta questões sobre uma bolha e o potencial de um doloroso crash. A resposta: não há comparação. Em 2006, financiamentos duvidosos com taxas ajustáveis ​​tributaram os orçamentos de muitos compradores. Alguns empréstimos nem exigiam documentação de renda. Hoje, os compradores estão pegando financiamento com taxa fixa de 30 anos. Quatorze anos atrás, havia 3,8 milhões de casas listadas para venda e as construtoras estavam colocando cerca de 2 milhões de novas unidades. Hoje, o estoque é limitado, de apenas cerca de 1,5 milhão de casas, e as construtoras estão produzindo menos em relação às médias históricas.

BOTTOM LINE

Em 2020, a vida em geral não foi nada normal. Isso inclui a compra e venda de imóveis. A alta demanda de propreidades, associada à uma oferta restrita de casas no mercado fez com que os preços das casas subissem acima dos níveis históricos. Mas, com o fim da crise da saúde à vista, é possível ver a valorização dos preços voltar a níveis mais normais no próximo ano.

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